Surf&Friends







Lazy&sweet saturday




Um sábado só para nós os dois, uma raridade. E o tempo a pregar-nos partidas e a não nos deixar cumprir o sempre favorito plano de praia. 
Um café bem cedinho num sítio bonito do Porto onde entramos no meio de um dilúvio. Entre o café, leituras e com aquele panorama climático decidimos fazer uma visita ao ikea seguida por sessão de cinema. 
Nunca tínhamos ido ao cinema sozinhos. É verdade.
As horas no ikea multiplicaram-se e nem nos aborrecemos com o mar de gente que por lá andava. Passamos horas a planear, a projectar. A ver fotografias e a imaginar como seria a nossa casa assim. Se mudássemos o sofá para apanhar mais luz. Que renovássemos uma poltrona para fazer uma área de 'estar'. Se mudássemos o quarto do pequenito para ele voltar a ter vontade de passar mais horas a brincar por lá. Se nos déssemos uns armários bem giros para o nosso quarto. Se pintássemos o aparador antigo que lá temos.
As horas a voar sem darmos por ela. Voltarmos a casa e pormos logo algumas mudanças em prática. Com duas ou três coisas e sentimos logo as mudanças no ar. 
Depois o direito ao cinema, com um filme bem escolhido e direito a um balde de pipocas (já não me lembrava o que eram pipocas!).
Regressar a casa a desejar mais dias destes, em que temos tempo para conversar sobre tudo sem pressas nem interrupções. 
E a desejar-nos um bocadinho mais.

Sweet July








Quando há um mês me sentava rodeada da minha família do coração e festejava a vida, comentando que 6 meses antes tínhamos estado todos também ali, a comer 12 m&m e a pedir desejos, não sabia que Julho iría ser tão bom. 
Não sabia que na segunda festa deste mês a família estaria toda reunida. Não sabia que ía conseguir ir pôr os pés na areia da Costa Nova como sempre desejo. Nem que haveria (finalmente) recompensas profissionais. Que iria passear tanto a minha bicicleta nova (não sabia sequer que iria receber uma bicicleta linda!). Não sabia que ía apaixonar-me ainda mais pelo que é o meu maior companheiro de aventuras e o que faz, sem dúvida, com que a vida seja boa e desafiante como é. 

Julho foi um mês que trouxe respostas. Que resolveu problemas. Que teve muita luz.

Julho foi um mês doce. 








Viver sítios assim é isto...
é trazê-los connosco e saborear as memórias como se estivéssemos lá. Com a certeza de que um dia vamos voltar.

Trazer hábitos na mala de férias






Era assim em Bali. Acordar às 6h30, tomar um pequeno almoço leve e sair para a praia, para uma aula de surf, uma corrida ou para o yoga. 
Prometemos que quando voltássemos não iríamos deixar cair o hábito e esta semana temos mostrado a nós próprios que mesmo custando sair da cama tão cedo é possível visitar o mar logo pela manhã, quando ainda não há transito nem ninguém na praia. 
Depois é só tomar um duche rápido e frio na praia e ir para o trabalho com energia redobrada e um sorriso grande de quem, sem ninguém imaginar, já teve um momento digno de vir a ser o melhor do dia!





Família





família é uma palavra bonita demais, a que tantas vezes não damos o devido respeito. nem valor. porque deve ser o maior elogio que alguém nos pode dar: chamar-nos família.
a primeira família que temos, a de sangue, como se costuma dizer não se escolhe. não se encontra. e por isso é tão especial, porque somos sangue do mesmo sangue, gene do mesmo gene, porque nascemos juntos, somos o nosso clã: aqueles que serão os nossos para sempre. mas depois existe a família que vai crescendo ao longo da vida, não pelos laços de sangue ou parentesco, mas pelos amigos que viraram primos, tios, manos e manitas. sim, porque aos amigos que são mais, dá-se um nome de família. são meus amigos? não, são minha família..

a diferença da família para os amigos é a presença. os amigos vão e vem. estão mais próximos ou mais longe. a família não está, é! a família nunca fica longe, fica apenas mais calada. os amigos chateiam-se, a família entende. os amigos cobram quando não telefonamos. a família telefona. os amigos não sabem quando são os momentos importantes da vida. a família aparece sempre sem precisar de aviso: lá de trás da porta, da casa ao lado, do outro lado do mundo, mas aparece sempre. e continuam as mesmas conversas de sempre como se fossem ontem. os amigos combinam para se encontrar. a família bate-nos a porta. aliás, a família entra pela porta mesmo sem bater, porque tem a chave de casa. aos amigos dizemos que gostamos. à família dizemos que os amamos. dos amigos sentimos saudades. da família sentimos a falta. os amigos enchem-nos os dias de coisas boas. a família enche-nos a vida de coisas boas.

como ontem, quando um dia difícil se meteu no meio de nós, apertou-nos o coração, quebrou-nos as forças. dia de merda, deixou-nos os olhos em lágrimas. mas o dia, mesmo duro - muito duro -, foi mais fácil porque a família estava lá. e nem foi preciso combinar: foram aparecendo, almoçou-se, conversou-se, fez-se companhia, bebeu-se uma verde, amparou-se os abraços, e os braços. e juntos, fomos família



texto que me faz sempre ficar com água nos olhos, revisitado aqui

O começar dos dias





Todos os dias, chegar ao trabalho, subir os estores, ligar a máquina do café, ligar o computador, encher uma caneca grande de café quente e sentar-me por trinta minutos a ler os meus blogs preferidos. Por vezes vão mudando, tem fases... mas há alguns (1, 2, 3, 4) que acompanho sempre. Sorvo-os e inspiro-me. Sigo os links que recomendam e descubro outras preciosidades. Viajo por mundos bonitos, por projectos inspiradores e acredito mais um bocadinho que é possível. Sim, é possível fazer coisas acontecerem. É possível continuar a acreditar que a vida pode ser o que nós fazemos dela.

Um dia vou chegar ao trabalho, vou subir os estores e não vai ser preciso ligar o computador para ver sonhos a acontecer.