Viver sítios assim é isto...
é trazê-los connosco e saborear as memórias como se estivéssemos lá. Com a certeza de que um dia vamos voltar.

Trazer hábitos na mala de férias






Era assim em Bali. Acordar às 6h30, tomar um pequeno almoço leve e sair para a praia, para uma aula de surf, uma corrida ou para o yoga. 
Prometemos que quando voltássemos não iríamos deixar cair o hábito e esta semana temos mostrado a nós próprios que mesmo custando sair da cama tão cedo é possível visitar o mar logo pela manhã, quando ainda não há transito nem ninguém na praia. 
Depois é só tomar um duche rápido e frio na praia e ir para o trabalho com energia redobrada e um sorriso grande de quem, sem ninguém imaginar, já teve um momento digno de vir a ser o melhor do dia!





Família





família é uma palavra bonita demais, a que tantas vezes não damos o devido respeito. nem valor. porque deve ser o maior elogio que alguém nos pode dar: chamar-nos família.
a primeira família que temos, a de sangue, como se costuma dizer não se escolhe. não se encontra. e por isso é tão especial, porque somos sangue do mesmo sangue, gene do mesmo gene, porque nascemos juntos, somos o nosso clã: aqueles que serão os nossos para sempre. mas depois existe a família que vai crescendo ao longo da vida, não pelos laços de sangue ou parentesco, mas pelos amigos que viraram primos, tios, manos e manitas. sim, porque aos amigos que são mais, dá-se um nome de família. são meus amigos? não, são minha família..

a diferença da família para os amigos é a presença. os amigos vão e vem. estão mais próximos ou mais longe. a família não está, é! a família nunca fica longe, fica apenas mais calada. os amigos chateiam-se, a família entende. os amigos cobram quando não telefonamos. a família telefona. os amigos não sabem quando são os momentos importantes da vida. a família aparece sempre sem precisar de aviso: lá de trás da porta, da casa ao lado, do outro lado do mundo, mas aparece sempre. e continuam as mesmas conversas de sempre como se fossem ontem. os amigos combinam para se encontrar. a família bate-nos a porta. aliás, a família entra pela porta mesmo sem bater, porque tem a chave de casa. aos amigos dizemos que gostamos. à família dizemos que os amamos. dos amigos sentimos saudades. da família sentimos a falta. os amigos enchem-nos os dias de coisas boas. a família enche-nos a vida de coisas boas.

como ontem, quando um dia difícil se meteu no meio de nós, apertou-nos o coração, quebrou-nos as forças. dia de merda, deixou-nos os olhos em lágrimas. mas o dia, mesmo duro - muito duro -, foi mais fácil porque a família estava lá. e nem foi preciso combinar: foram aparecendo, almoçou-se, conversou-se, fez-se companhia, bebeu-se uma verde, amparou-se os abraços, e os braços. e juntos, fomos família



texto que me faz sempre ficar com água nos olhos, revisitado aqui

O começar dos dias





Todos os dias, chegar ao trabalho, subir os estores, ligar a máquina do café, ligar o computador, encher uma caneca grande de café quente e sentar-me por trinta minutos a ler os meus blogs preferidos. Por vezes vão mudando, tem fases... mas há alguns (1, 2, 3, 4) que acompanho sempre. Sorvo-os e inspiro-me. Sigo os links que recomendam e descubro outras preciosidades. Viajo por mundos bonitos, por projectos inspiradores e acredito mais um bocadinho que é possível. Sim, é possível fazer coisas acontecerem. É possível continuar a acreditar que a vida pode ser o que nós fazemos dela.

Um dia vou chegar ao trabalho, vou subir os estores e não vai ser preciso ligar o computador para ver sonhos a acontecer.







Cão como nós



A minha companhia no pequeno-almoço, todas as manhãs. Espera pacientemente que caia uma migalha ou um pedaço de fruta. Quando percebe que já não há nada no prato começa a agitação do passeio à rua. Temos caminhado mais devagarinho, mas ainda fazemos o mesmo passeio pela quinta, logo de manhã e obrigo-o a ir pelo caminho com escadas para as patas não ficarem preguiçosas. Desperta sempre mais um bocadinho entre as árvores. Depois, o regresso pachorrento a casa e a preguiça solitária até sentir a porta abrir outra vez.
Hoje vou-te levar uma surpresa!

Motivos para festejar

Fim-de-semana de chuva a trazer um bocadinho de outono para o meio do verão. Não fosse a quantidade tamanha de coisas para preparar e teria-me-ia virado aos astros.
Um sábado passado à volta de panelas, batedeiras, enfeites e tudo o mais para que não faltasse nada para o grande dia. Ainda houve tempo para uma horinha de ginástica e uma boa caminhada com uns mimos quando o sol resolveu aparecer.
No domingo, a casa cheia. Uma mesa comprida com muitas gargalhadas, muita comida boa, muitas coisas doces. As nossas famílias todas juntas. Avós de uns e tios de outros, os pais todos e ainda alguns amigos que são como família.
Um passeio para aproveitar o dia bonito que se pôs. Programas de receitas assistidos em grupo com promessas de repetir aquelas iguarias em próximos encontros. Presentes de crochet e planos para arranjar tempo para me dedicar a aprender. Abrir pela primeira vez a pasta das fotografias das férias para as vermos todos juntos. E o dia a esticar, a esticar, a esticar e a casa só voltar ao silêncio quase ao passar para o dia seguinte.
Um silêncio cheio.
Ontem aconteceram coisas boas e raras ali.
E eu continuo a dizer - a nossa casa 'faz bem´.

Banana smile... i hope!

Andar com vontade de panquecas para o lanche, passar por um mercadinho e comprar farinha de arroz e de alfarroba, o resto dos ingredientes já esperavam em casa - leite de soja, ovos, aveia.

Preparar tudo e... uma desgraça gastronómica. Tivemos que nos contentar com torradas e iogurte porque daquele fogão não saiu nada que se pudesse comer.

Hoje, a primeira coisa foi procurar outras receitas, bem descritas, que garantam que tudo vai correr bem.

A próxima vez vou experimentar estas: Banana Smile!

Prometo deixar aqui uma fotografia!