A fábula do pirilampo e da serpente


Era uma vez uma serpente amargurada, que resolveu perseguir um pirilampo que só vivia para brilhar.

O pirilampo, tremendo de medo, tentava fugir o mais rápido que podia. Já a serpente, com sua expressão feroz, vivia somente para o perseguir e jamais pensava em desistir.

Fugiu um dia, fugiu outro e ao terceiro, já sem forças, o pirilampo finalmente parou e disse à serpente:

Será que te posso fazer três perguntas?
- Não costumo permitir isso, mas já que te vou comer, deixo que o faças.
- Pertenço à tua cadeia alimentar?
- Não.
- Fiz-te algum mal?
- Não.
- Então porque é que me queres comer?
- PORQUE NÃO SUPORTO VER-TE BRILHAR!


Aceitar que as serpentes existem e vão existir sempre. 
Cuidar do nosso reino como a um jardim e continuar a fazer com que os valores em que acreditamos sejam os que valem.

Índia






A nossa primeira viagem grande. A primeira aventura de mochila às costas e bilhetes de avião na mão, sem grandes planos, desenhando o nosso percurso ao sabor do vento e das vontades...às vezes ao sabor dos sítios onde pudéssemos encontrar cerveja ou uma mota para alugar :)
Agora, uns meses depois, começamos a contagem decrescente para a nossa próxima aventura. Mas antes disso, saborear algumas recordações da nossa Índia.

(prometo para a próxima levar máquina fotográfica para não ficar apenas com registos fotográficos de pouca qualidade...)



Um dia vai ser assim



Acordar. Abrir todas as janelas da casa para deixar o sol entrar (os rapazes lá de casa preferem manter a casa na penumbra durante as primeiras horas da manhã, mas eu contrario-os sempre...). Tomar um pequeno almoço bom e bonito já sozinha, com tempo para planear a semana.
Sair de casa de bicicleta. Ir entregar encomendas e descer com o vento na cara até à Baixa, até ao sítio onde um dia vou deixar de trabalhar porque vou ter um sítio assim.




imagem Pintrest 

Lisboa




Um fim-de-semana em cheio. Com tempo para fazer tudo devagar.
Apanhar o comboio na sexta ao final do dia e aproveitar ainda as horas da viagem para terminar o trabalho da semana. Há algo nos comboios que me faz ser produtiva...
Começar os dias com uma corrida pela mata de Monsanto, mesmo ao lado de casa, a compensar a última semana em que não restou tempo para quase nada e a afastar todas as ansiedades acumuladas.
Passar um dia inteiro a deambular por Lisboa. A subir e a descer colinas. A evitar a todo o custo a confusão do futebol. A descobrir um tasquinho ali, um concerto de jazz acolá, uma ginginha, um miradouro, uma ruela, um gelado, umas escadinhas, um cheiro a especiarias, um banco para descansar.
Nós os três. Sem planos, sem pressas e sem 'nãos'. Tirar fotografias, fazer planos, fazer jogos de 'e se...?'. Sonhar.
Domingo entre amigos num almoço demorado como todos os almoços de domingo devem ser. Fazer aviões de papel e concursos para ver qual chegava mais longe desde a janela do 9º andar.
Regressar a casa e agradecer por esta semana, tão nossa e tão boa.



Planificar






Depois de umas semanas sem mãos a medir A Rainha volta ao 'activo' e as encomendas continuam a cair sem parar (tão bom! Obrigada Obrigada Obrigada!)

Relatórios de avaliação da formação para entregar, encomendas para embalar e enviar, outras ainda por começar e o tempo a começar a ser cronometrado para a nossa próxima grande viagem, logo no início do mês.

Aquele nervoso miudinho típico quando se tem listas de coisas para fazer a pairar pelo pensamento a todo o instante. Primeira coisa a fazer - ir comprar um caderno bonito para tirar as listas da cabeça e 'prendê-las' ao papel. Planificar e perceber que com uma boa organização há tempo para tudo.

Fechar a semana e ir para casa fazer mochilas e metermos-nos no comboio para Lisboa, para irmos ver o pai  receber um prémio por um trabalho feito o ano passado (orgulho, muito!). Planos para passar dois dias entre amigos e passeios a velocidade de cruzeiro. Aproveitar uma cidade onde já não voltava há algum tempo e a que agora, assim de rompante, voltamos duas vezes no mesmo mês.

Daqui a duas semanas rumamos novamente a Lisboa, dessa vez de mochilas grandes às costas, prontos para apanhar um avião e voar para o outro lado do mundo...





Certezas







Sabemos que é amor quando alguém sai de casa com chuva para nos ir comprar uma garrafa de vinho tinto para um brinde tardio num dia em que saímos do trabalho e nos espera um serão a terminar e embalar encomendas...