Certezas







Sabemos que é amor quando alguém sai de casa com chuva para nos ir comprar uma garrafa de vinho tinto para um brinde tardio num dia em que saímos do trabalho e nos espera um serão a terminar e embalar encomendas...





Mais eu






De volta aqui, às cores, onde sou tão mais feliz e mais eu.



Dias quase perfeitos



Fim-de-semana em casa. Entre fugidas à Costa e uma escapadela para um casamento de amigos como pretexto para matar saudades de Lisboa, a verdade é que já não parávamos por cá há algum tempo.

Apesar de fim-de-semana uma lista infindável de coisas para fazer, mas o corpo e a alma a pedirem também algum descanso e mimos. Recompensas boas pelo esforço para recarregar energias para as próximas semanas que não se avizinham mais calmas.

Então, entre encomendas da Rainha das Cores e relatórios da formação ainda houve tempo para reunir amigos num final de dia maravilhoso com um dos cenários mais bonitos do Porto. Passeios no Parque da Cidade e uma espreitadela no mercado biológico que lá se faz ao sábado (e direito a mergulho do Óscar num lago de peixes num segundo de desatenção). Apanhar búzios pequeninos com a avó na praia, a relembrar os tempos em que era ela a levar-me pela mão.

E no Domingo, depois de horas a terminar pormenores e embalar encomendas... o improvável! Sentar-me por umas horas no sofá, sem fazer rigorosamente nada! :)

Respirar fundo!




E por agora acabou! Conciliar um trabalho que cada vez me leva mais horas, dar formação e tentar ainda ter tempo para mim, para as minhas pessoas preferidas e ainda para não deixar as encomendas d'A Rainha das Cores com esperas intermináveis foi obra... Muito trabalho, pouco tempo para dormir, poucos momentos a que chamar 'fim-de-semana' e muitos momentos de preocupação miudinha, daquela que parece que não vai embora quando não deixamos de ter listas de coisas por fazer.
Hoje acordei quase de madrugada e terminei a última sessão de formação com um grupo de mulheres. Disse-lhes, o grupo mais envolvido e mais motivado que alguma vez tive. Nos momentos de despedida trocam-se sempre obrigadas pelas partilhas, pelas aprendizagens, pela forma como as vidas se partilham e se enriquecem umas com as outras. Desta vez não é uma despedida 'até um dia'. Em setembro voltarei a esta turma, para as apanhar quase no final do curso que esperam trazer-lhes novas ferramentas e maiores horizontes.

Aqui é altura de respirar fundo e deixar uma das responsabilidades para trás. Deixar de encarnar o coelho da Alice no País das Maravilhas por uns tempos.

Começar tudo isso da melhor forma. Daqui a umas horas, um picnic com amigos e com o Porto e o pôr do sol como pano de fundo.

Depois, voltar a pôr tudo em dia n'A Rainha das Cores. Continuar a dar sentido ao que foi feito até aqui. Dar resposta a todas as encomendas (obrigada!)

E depois... começar a preparar a nossa viagem deste ano, que está quase quase aí...



Maio









Desejar voltar novamente aquele sítio com um azul sem fim.
Contigo.





O meu por ti, Ti! :)

É tramado quando são outras pessoas a escrever o que gostaríamos de ter dito. Tão bonito este texto, tão verdadeiro.

Tão bonito este blog, meu ponto de encontro todas as manhãs, no ritual que cumpro sempre ao  chegar ao trabalho - eu, uma chávena de café e os meus blogs preferidos. Depois de me contagiar de coisas boas e bonitas os dias correm sempre melhor. 

Este post é sobre amor*

Nem sempre a vida é um mar de rosas e o Amor a maior sintonia do mundo. Ainda que a premissa que nos juntou e nos mantém cúmplices e firmes neste amor que sentimos um pelo outro se mantenha, ainda que ame e adore esta pessoa que a vida me deu, de uma forma muito intensa, muito apaixonada e muito fascinada, há dias em que não bate tudo certo. Não me consigo imaginar a ser (simplesmente ser) sem este amor cúmplice. E digo muitas vezes que antes de o conhecer eu lá sabia o que era o amor. De verdade.
Sendo certa esta premissa é também certo que nem todos os dias são cor-de-rosa. Não são e não são mesmo, e está tudo bem quando não são. Porque há dias em que nos zangamos, há dias em que não nos apetece admitir que errámos, há dias em que o cansaço se sobrepõe à clareza de raciocínio, há dias em que os miúdos nos sufocam e tiram qualquer réstia de vontade de romance e há dias em que só apetece  mandar tudo à fava, fechar a concha e ficar por lá até a tempestade passar.
Normalmente não escrevo nesses dias e sobre esses dias. Não me apetece. Raramente me apetece escrever sobre coisas tristes ou chatas, dias parvos, amuos e birras. Escrevo depois, quando escrevo. E quando já demos tempo, espaço e ar.
Eu acredito que no amor, como na vida, há dias em que é preciso dar tempo, espaço e ar. Um ao outro. Depois calar. Depois respirar. Depois pensar e depois, só depois, conversar. E renovar, e reinventar, e apaziguar. Não é por acaso que estes três verbos terminam em ar. É que eu acredito, mesmo, que o Amor para ser bom e forte e impermeável aos dias de chuva, tem de ser construído de muitos dias de ar. Puro.

* - o meu por ti

Wise words


"(...) Não é obviamente em câmara ardente que se segura um amor para sempre, mas duvido que seja com renovação de roupagem que nos fazemos vestir de felicidade. Precisamos de saber dar aos outros como se fosse a nós mesmos e interessar-nos por quem amamos como se fosse connosco. Porque só assim nos mantemos interessantes, precisos, parceiros, nossos. Porque essa é a característica patente nas relações que duram: nas relações familiares, quase sempre imortais.

Embora fundamental, este altruísmo para com quem amamos não chega. Precisamos de saber renovar, de aprender e dar de novo, de começar tudo como se fosse hoje a última vez. Como se fosse a primeira vez, num rastilho com cheiro a pecado até o aroma ser doce outra vez. Porque um amor sem altos e baixos é como um deserto: adormecemos na monotonia de uma paisagem sem cor."